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Pesquisadoras catarinenses desenvolvem sorvete que alivia sintomas da quimioterapia

sorvete que alivia sintomas da quimioterapia

Tratamentos de combate ao câncer costumam ser bastante complicados, trazendo inúmeros efeitos colaterais. E foi justamente por isso que um grupo de pesquisadoras, liderado por Paloma Mannes, especialista em Saúde com Ênfase em Alta complexidade, desenvolveu um sorvete que alivia os sintomas da quimioterapia.
 
— Eu, minha preceptora, Akemi Arenas Kami, e minha orientadora, Francilene Gracieli Kunradi Vieira, pensamos em algo que fosse aplicável no dia a dia dos pacientes, viável do ponto de vista econômico e prático para o hospital, além de amenizar os sintomas mais decorrentes do tratamento quimioterápico — conta Paloma. — Por isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica e detectamos que um alimento gelado atenderia a todos esses requisitos — completa.
 

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Segundo Paloma, o sorvete inclui em sua receita ingredientes diferentes dos sorvetes convencionais.
 
— O que desenvolvemos contém açúcar orgânico, a polidextrose, que é uma fibra solúvel, a proteína isolada de soro de leite, mais conhecido como whey protein, e o azeite de oliva sem sabor — revela.
 
Analises sensoriais
 
O sorvete foi criado em 2017. As discussões sobre o desenvolvimento e análises de aceitação sensorial duraram cerca de um ano.
 
— Após determinarmos os ingredientes e suas quantidades, fizemos a análise sensorial dele com dois grupos de provadores. Um deles formado por 30 pacientes com câncer em quimioterapia, e o outro grupo composto por 108 consumidores saudáveis — conta a pesquisadora.
 
Cada um dos provadores recebeu uma amostra dos três sabores, logo após, tiveram de atribuir uma nota de um a sete pontos para cada um. As notas acima de cinco já indicavam a aceitação. Para que fosse aprovado pelas propriedades sensoriais e pudesse ser comercializado, era necessário que pelo menos 75% dos participantes dessem notas acima de cinco para cada uma das amostras.
 

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Segundo Francilene, os resultados da aceitação foram considerados bem-sucedidos, já que se obteve uma média que variou de 77% a 98%.
 
— Podemos concluir que a escolha cuidadosa dos ingredientes tornou possível que desenvolvêssemos um produto de alto valor nutricional e com excelente aceitação pelo público, tanto o saudável quanto aquele em tratamento contra o câncer — diz a orientadora do trabalho.
 
As desenvolvedoras do produto acreditam que o resultado positivo seja por conta do repertório alimentar reconhecido e apreciado pela população.
 
— Por isso, ele representa uma possibilidade terapêutica promissora, tanto na prevenção como na recuperação do estado nutricional de indivíduos doentes, e também para a população em geral que prefere uma versão saudável do produto — completa.
 
Conteúdo: www.revistaversar.com.br
Via: www.lugaresperfeitos.com.br

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