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Descubra como reconhecer uma corrente de retorno no mar e evite ser levado por ela

Publicado por Edson ribeiro | Categoria: Curtindo Floripa



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Se você está vindo para Floripa, é muito provável que vai pegar uma praia, não é mesmo? Porém, como você já deve imaginar, existem algumas praias na cidade que exigem cuidados especiais em relação ao mar… sim, quem aí não morre de medo de ser levado por uma corrente de retorno (também conhecido como “repuxo”) e ir parar longe da costa?

 

E foi pensando justamente nisso que me vi na necessidade de escrever esta matéria. Veja a baixo como reconhecer uma corrente de retorno no mar para evitar ser levado por ela:

 

Como se formam as correntes de retorno?

 

As correntes de retorno variam em tamanho, largura, profundidade, forma, velocidade e potência. Elas são formadas, geralmente, da seguinte maneira: Quando as ondas quebram, elas empurram a água acima do nível médio do mar. Uma vez que a energia da água é despendida, a água que ultrapassou aquele nível médio é empurrada de volta pela força da gravidade.

 

Quando ela é empurrada de volta, contudo, mais ondas podem continuar a empurrar mais água acima daquele nível médio, criando o efeito de uma barreira transitória (temporária). A água de retorno continua a ser empurrada pela gravidade, e procura o caminho de menor resistência. Este pode ser um canal submerso na areia ou a areia ao lado de um quebra mar ou píer, por exemplo. (pt.wikipedia.org)



Como reconhece-las?

 

As correntes de retorno possuem alguns “sinais” característicos. São eles:

 

1. Água marrom e descolorada, devido à agitação da areia do fundo, causada pelo retorno das águas;

 

2. Água com tonalidade mais escura, devido à maior profundidade, sendo atrativas para banhistas desavisados;

 

3. Água mais fria após a linha de arrebentação, significando o retorno de águas mais profundas;

 

4. Ondas quebram com menor frequência ou nem chegam a quebrar, devido ao retorno das águas e à maior profundidade;



5. Local onde ocorre a junção de duas ondas provindas de sentidos opostos;

 

6. Local por onde o surfista experiente geralmente entra no mar;

 

7. Nas marés baixas, formam ondas do tipo buraco, alimentadas pela água em seu retorno;

 

8. Pequenas ondulações na superfície da água, causando um rebuliço, em virtude da água em movimento (pescoço da vala);

 

9. Espuma e mancha de sedimentos na superfície, além da arrebentação, onde a vala perde a sua força (cabeça da vala);

 

10. Ocupação de uma faixa maior de areia, devido ao maior volume de água, provocando uma sinuosidade ao longo da praia (boca da vala).



E o mais importante: Fique fora das áreas demarcadas com bandeiras vermelhas e siga sempre as instruções dos salva vidas! Pegar algumas dicas com surfistas experientes também são uma boa!

 

A baixo, algumas imagens de locais no mar onde há corrente de retorno:

Praia do Santinho - Corrente de retorno

 

Praia Mole corrente de retorno

 

Como você pôde perceber nas imagens, em locais onde há corrente de retorno praticamente não existe espuma, diferente dos arredores.

 

Dito isso, espero que todos tenham um verão tranquilo. 🙂



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